Gal apareceu lá em casa um dia.
Não era uma gatinha qualquer.
Tinha o pelo lindo, os olhos verdes e toda doçura no olhar.
Renata a acolheu...Veja que linda, mamãe.
Vamos ficar com ela?
- Calma, filha. Não sabemos de quem é. Pode ser que esteja perdida e,

logo logo, encontre seu dono.
Então vamos dar um banho nela, mamãe, para ela ficar bem linda?
Não, filha, vamos levá-la ao Pet Shop para que dêem uma olhada nela,

afinal, para conviver com meus três gatinhos (meus filhos)

tem que ser um bichinho com muita saúde. E lá fomos nós.
Coloquei-a numa sacola porque , confesso, não sou muito fã de gatos

e também não queria correr o risco de que ela me arranhasse.
Gal voltou lindíssima.
Escovada, perfumada, de pratinhos para comer o o pipi cat para usar.
Todos os aparatos para que ela permanecesse em casa foram adquiridos.
Mas Gal era uma gatinha muito levada.
Por ser muito linda e bem cuidada foi arrumando muitos namorados.
Ai, Deus!!! De meses em meses era uma ninhada que nascia.
As crianças achavam-na linda.
Batizavam, se apropriavam - este é meu, aquele é seu e eu...

só observando e pensando onde iríamos chegar.
Um dia comentei com meu pai.
- Pai, preciso dar um sumiço na Gal.
Mas quero que a adotem e que ela seja feliz em seu novo lar.
Papai combinou tudo com um amigo que fazia linha de ônibus

do nosso bairro a um outro bairro bem distante.
A noite colocaram a Gal no ônibus e o amigo de meu pai

a levaria para uma outra família.
Acontece que, no afã de ir embora, descansar depois do exaustivo

dia de trabalho ele esqueceu a gatinha no porta malas do ônibus.
Quando acordou, de madrugada, correu à garagem para acudir a pobrezinha.
E, ali mesmo resolveu soltá-la.
A história contada para as crianças era que, com certeza

 Gal saíra para passear e o autêntico dono a encontrou.
Foram dias de lamentações.
Só eu e meu coração sabíamos o quanto sofríamos.
Mas... um dia - eis a surpresa -
A GAL VOLTOU!
Isto mesmo, de um bairro distante ela conseguiu retornar

ao lar que escolhera como dela.
Não tive outra escolha senão mandar operá-la pois,

caso contrário o mundo teria muitos mais gatos.
Um dia ela apareceu morta.
Acredito que deram-na alguma coisa envenenada para comer.
Meu pequenino Thiago disse -
Mamãe, vamos enterrá-la no jardim?
Eu disse - claro, meu filho.
Talvez um dia nasça um pé de Gal, não é mamãe?
Não meu filho, jamais nascerá um pé de Gal mas muitas flores

nascerão para homenageá-la e ela continuará vivendo em nossas

lembranças e em nossas saudades.

17/07/2008

 

 

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