|
Sinto, às vezes, que a vida na terra me tem sido
indiferente.
Por mais que eu procure não tenho encontrado um lugar para
mim.
E me questiono... Será se eu é que estou demais entre as
pessoas?
Por que, nem sempre falamos a mesma linguagem?
E os sentimentos maltratam, através dos atos de tantos?
Não encontro respostas para minhas buscas mas delas preciso
para manter minha integridade e minha evolução.
Por que ao invés de verdades... mentiras? Sórdidas mentiras?
Enganos, desprezos, humilhações se apenas nossa intenção foi
a da sublime intenção de um caminhar junto... de um
desfrutar da aragem do vento acariciando nossos cabelos...
dos pingos da chuva que chegou de repente nos fazendo, como
crianças correr ou nos deixar ensopar.
Se mantivemos as mãos unidas... Por que simplesmente não
deixá-las, sem calejá-las...
Tal qual a crisálida se desdenha de seu invólucro e se torna
em bonita borboleta, devíamos, também, nos desfazermos de
nossas mazelas e nos tornarmos grandes aos nossos olhos,
orgulhosos da companhia que tivemos e que fomos na vida de
qualquer pessoa.
Como um show pirotécnico que às vezes até nos faz ver poemas
no céu onde dizem - EU AMO VOCÊ... ao que respondemos EU
TAMBÉM...
Devia ser o final...
Enfeitados , os adeus... até um dia, ou, mesmo... até nunca
mais.
Podia ser uma despedida onde se pudesse permanecer na vida
do outro...
Podia ser uma despedida que não nos envergonhasse de sentir
saudades!
Mas não!
Há uma realidade que nos tira os pés do chão e nos inunda de
vontade de mergulhar em outras esferas.
Quem sabe o mar não nos pudesse ensinar não nos pudesse
adormecer...
Como sereia escoltada pelos habitantes das águas, eu queria
ser.
Talvez, outras linguagens eu aprendesse...
Os olhos! Os olhos não metem jamais quando sabemos
penetrá-los.
Esta jornada árdua que é viver... preciso continuar e, cada
queda me impulsiona para o alto.
Quero
crescer.
Por enquanto, quero aprender a linguagem das águas e tenho
minhas lágrimas para oferecer.
Depois... quem sabe eu queira aprender com o canto dos
pássaros, com os ruídos do vento, com o farfalhar das folhas
e o desabrochar das flores.
Quando imergir, voltarei fortalecida... Pronta para viver
minhas quimeras...
E, em meio a verões e primaveras... a sorrisos e choros...
perdas e encontros...
Um dia, vislumbrarei, com certeza, esta vontade mais do que
sincera de encontrar esta
Busca Eterna!
   
Clique Aqui e Envie
Para Seus Amigos

No ar desde 10/02/2008

|
Home
|
Menu |
Fale Comigo
|
Voltar
|
Página
melhor visualizada em Internet Explorer 4.0 ou Superior: 800 X
600
Copyright© Arte & Poesia
- 2008 - Todos os Direitos Reservados
web:
www.mis.art.br |