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Meu olhar tenta divisar quando o sol se funde
desmaiando seus raios...
E minhas pálpebras vão se tornando pesadas, vão parecendo ensaiadas,
vão retesando os músculos para admirar o
crepúsculo!
Crepúsculo, também da alma, descolorida de dor.
E a natureza insiste em relembrar horas tristes...
Em desenhar o meu ósculo, em procurar os afagos.
Em procurar entender ...
Que há um crepúsculo da vida que ainda insiste em viver.
Como a tocha da esperança, meu olhar cerrado alcança e voa rumo ao céu.
Uma ave me vizinha, voa leve e tranquila.
Meu coração se aquieta, não há vento, nem açoite,
só a presença da noite, abismo, escuridão...
Dormindo meu pensamento... envolto no manto do meu coração.
E a manhã, chega atrasada, de horas tão assanhadas, querendo viver o então!
E o então, então se revela.
E as lágrimas que nem vertentes, pingam as minhas saudades,
envoltas pela emoção, ao perceber o crepúsculo...
matando minha paixão!
22/02/09
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