Quantas vezes, sentada à beira mar, sonhei...
Vadia era minha alma pensando que cada onda daquela,

cada uma que eu chutava à revelia, onde eu quisesse ir...me levaria.

Opostos caminhos, caminhei.
Não pude colher flores, mas plantei...
Nem sempre pude sorrir, então chorei!
Fixei meus olhos em tudo que era luz, querendo um pouco

de sol simbolizado, talvez, apenas pelo reflexo do farol...
E ele luzia, não deixando a noite adormecer,

apaixonado que era pelo dia.

E os meus sonhos foram ficando aquém da areia,

foram dormindo em lençóis d'água que chorei.
Foram fugindo de minha alma, então doente...

Mas eu luto e lutarei com ousadia!
Prostrada estou em seu altar, para sempre e,

quem sabe o olhar de Deus passeie por aquela praia , um dia ...
E veja as pegadas na areia.
E as transforme em sementes, que plantei, ao longo de meus dias.
Quem sabe, então, eu me vista de esperança, possa dançar com as águas,

de alegria, possa de novo trazer minha alma, tão vadia...
E para não perder minha fama de atrevida,
quem sabe, Senhor, passado este momento triste e sombrio...
Enfim eu possa ser feliz, ainda...
Nesta Vida!


14/01/2009

 

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