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Hoje resolvi matar!
Matar toda lembrança inútil, todo dia fútil
Toda presença funesta, toda contaminação
que escureceu-me o coração.
Parto do olhar... Olhar falso,
que nem um cadafalso enxergaria... para se enforcar.
Persigo o olhar traidor, que ao invés de alegria, só dor
soube sobre em mim, infiltrar.
Miro as ilusões, as mentiras...
As máscaras todas massacro e piso transformando-as em
poeira,
e soprando-as para o além.
Além de mim e de todos...
As paredes de resistência, a que meus olhos gritaram -
Não!
Detonei-as sem piedade, com mil tiros de canhão.
Com tantos punhais jogados, sobre mim, apunhalados,
refiz-me de meu torpor.
Joguei-os todos de volta, retirei-os do meu inverno,
aticei-os...
para o inferno, na fogueira do horror.
Não perdoei as promessas... Essas assassinei!
Fria e cruelmente pois me fizeram demente.
Me esganaram, somente, querendo me sufocar.
E assim...serão os meus dias.
Quero ressuscitar.
Quero de volta a alegria e poder
de novo amar.
O amor até... já se anuncia...
E vou recebê-lo à porta.
Dizer-lhe ao que me importa e se quiser ficar...
Que fique!
Mas ao primeiro passo falso...
Não perde por esperar...
Pois eu de novo me acordarei,
De novo, vou detonar...
VESTIDA PARA MATAR!
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05/04/09

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