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apesar de tanta angústia,
como um presente que assusta,
Meu caminho de busca é o luar;
Deixo-me flutuar, magnético,
volitando em torno à Lua,
entre a estrela mais brilhante,
E o meu caminho e todo aquele
por onde busco te encontrar,
ladeiras, encostas, montes,
Segue o piscar das estrela,
Sigo a tua sombra que imagino ver,
embrenhando-me cá dentro,
em cada ausência infinda...
Há um querer-esperança de um
Enfeito-me, então, errante,
ante o altar e seu dossel.
E percebo entre meus ecos,
tal qual eu fora um errante,
só querendo te encontrar.
Em meio a ecos de gritos roucos,
em harmonia com meu próprio passo,
em cuja estrada visões nevoentas
formam imagens sem vida...
Se de dor me aperta o peito,
com rede de fios de luar,
em caminhos onde o escorrer
explode em mil estações...
Jorram pétalas perfumadas.
Eis-me em lágrimas derramadas,
Sem ti, viver eu não quero;
e quanto mais eu te espero,
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