Em plena busca,

apesar de tanta angústia,

vejo ao longe a curva

de minha longa estrada,

como um presente que assusta,

 mesmo assim,

sigo o meu caminhar...

 

Meu caminho de busca é o luar;

é o escorrer prateado

de luzes, é o sonhar...

Deixo-me flutuar, magnético,

volitando em torno à Lua,

 entre a estrela mais brilhante,

e a cruel ausência tua.

 

E o meu caminho e todo aquele

por onde busco  te encontrar,

  ladeiras, encostas, montes,

  rios, florestas e mar.

 Segue o piscar das estrela,

 acende a luz do luar.

 

Sigo a tua sombra que imagino ver,

em busca do sonho,

embrenhando-me cá dentro,

em cada ausência infinda...

Há um querer-esperança de um

longo esperar...

 

Enfeito-me, então, errante,

de asas, e singro o céu,

como alma suplicante,

ante o altar e seu dossel.

 

E percebo entre meus ecos,

as sombras todas de mim.

Percebo-te, adiante,

no meu olhar suplicante

tal qual eu fora um errante,

só querendo te encontrar.

 

Em meio a ecos de gritos roucos,

extasiada e entorpecida,

em harmonia com meu próprio passo,

em cuja estrada visões nevoentas

formam imagens sem vida...

Vou chegando ao fim!!!

 

Se de dor me aperta o peito,

vou garimpar pirilampos,

com rede de fios de luar,

em caminhos onde o escorrer

prateado de luzes

não me faça soluçar.

São longas

minhas noites sem ti.

 

E se de espera a quimera

explode  em mil estações...

Jorram pétalas perfumadas.

Eis-me  em lágrimas derramadas,

nesta utopia sem fim.

Sem ti,  viver eu não quero;

 e quanto mais eu te espero,

mais te afastas, de mim!

 

25/04/09

 

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