O vento me leva.
E eu me deixo ir.
Não quero rumo que me seja destino.
Não quero remo que me sirva de guia.
Quero simplesmente me deixar levar.
Flutuar pelo vazio entre a nuvem e o espaço além.
Fazer de mim um pedaço do azul.
Me infiltrar onde nada exista além do ar,
onde respirar torna-se difícil.
Ir.
Além.
Para longe.
Subir sem asas.
Coração, alma e pensamento.
Diluindo-me no espaço.
Deixando pedaços de mim pelo céu afora.
Quem sabe transformados em pequenas
estrelas de brilho suave, que possam iluminar
noites escuras de corações desabitados.

Cynthia Andrade



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