Eu sai da Bahia!
Prá São Paulo vim trabaiá.
Lá deixei minha terra, minha famia...
Meu lugá.
Lá eu vi meu gado morrendo,
E meu canaviá se acabá.
Nenhuma espiga de mío,
A seca deixou vingá.
Só nos zoíos dos sertanejos...
Vi água brotá.
Oíando prá lagoa, sem um pingo d’água,
Debaixo de um sol de rachá.
E aqui chove tanto!
Que os rios chega a transbordá.
Numa tamanha inundação,
Que os carros nem pode andá.
É tanta água!, que dá inté, pra se afogá.
Parece que às águas de lá...
Veio todas prás bandas de cá.
Que, só às lágrimas dos sertanejos...
Inunda aquele lugá.
Meu Deus!
Por que aqui chove tanto,
E não chove nas terras de lá?
Não me deixe morrer aqui,
Prá aquelas terras quero vortá.
Quero ser interrado naquele chão...
Que a chuva um dia, há de moiá.
São Paulo é terra boa!
Mas... a Bahia é meu lugá!

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