Chuva fustiga a vidraça
Vento zune nas frestas
Monotonia insistente
De noite chuvosa
Espírito entorpecido
Caio na indolência
Em mim tão frequente
Que nem sei definir
Entrego ao papel
Meus versos trêmulos
Criações defeituosas
Da imaginação ardente
No meu estilo estouvado
Feito torre de babel
edificada em versos
que só eu entendo
E a chuva continua
Relâmpagos de vez em quando
A iluminar meu espaço
Meu silêncio
Somente é quebrado
Pela queda d` água
Que envolve meu quarto
E afoga minha alma