Não... Não estou desistindo, poesia...
Estou apenas deixando de sonhar,
De fantasiar... E receber ninharia...
Um dia... Se tem que acordar...

Abandonar a tola e infantil esperança,
Que tudo é belo e todo sentir singelo.
Retomar a árdua e tão cruel andança,
Esmagar no coração o doce anelo...

Não estou desistindo, minha poesia,
Minha fiel e eterna companheira...
Estou extirpando a minha anomalia
De acreditar no afeto a vida inteira!

Não, minha poesia, não estou desistindo.
Estou convalescendo da enfermidade...
Que me fez paralítica... Cega e surda...
A todos os gritos da senhora verdade!

Despertando do sonho de uma vida...
Espantando os fantasmas do porão,
Pedindo à paz que me dê guarida...
Cicatrizando as dores do meu coração.

Não... Não estou desistindo, poesia...
Jamais relegarei tua presença bendita.
Farei versos e rimas cheios de magia,
Até que minha existência seja extinta!

Não... Não estou desistindo, poesia!
Desistir de ti... Seria desistir de mim!
Uma desleal, imbecil e brutal covardia!
Seguiremos em frente... Até o meu fim!


Mary Trujillo
22.06.2009

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