Amanheceu... e em meus afetos...
Lacônica... agonia!
Olhei ao lado, em minha cama e teu
lugar, vazio está.
Onde andarás?
Porque não consigo adormecer
o dia?
A tarde, certo, virá e te trará,
e te fará mais perto, de novo...
aos braços meus!
Sinto na pele o suor
Da febre que me delira.
O palpitar do ventre
que suplica às entranhas, pelo vício!
A noite, a fantasia faz da realidade
fria, incessante pensamento...
Eu não queria...
Sim, eu queria...
Eu não queria...
As horas passam lânguidas e manhosas
E a madrugada não traz
a tua imagem, à porta.
Volta?
Meus olhos percebem, aos poucos,
a luz se adentrando...
E clareando esta realidade mórbida
Que agonizou tua presença,
cada vez mais...
Mais uma noite...
Uma tarde...
um dia...
E a saudade escorna em mim esta agonia
Embriagada de visões de espectros
Que meus braços buscam abraçar
Enlouquecidos da solidão presente.
Que o dia não sente,
não pressente...
Que a madrugada se faz tão morta
Como eu...
e o dia...
que...
...Amanheceu! |
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