Amanheceu... e em meus afetos...
Lacônica... agonia!
Olhei ao lado, em minha cama e teu
lugar, vazio está.
Onde andarás?
Porque não consigo adormecer
o dia?

A tarde, certo, virá e te trará,
e te fará mais perto, de novo...
aos braços meus!

Sinto na pele o suor
Da febre que me delira.
O palpitar do ventre
que suplica às entranhas, pelo vício!

A noite, a fantasia faz da realidade
fria, incessante pensamento...
Eu não queria...
Sim, eu queria...
Eu não queria...
As horas passam lânguidas e manhosas
E a madrugada não traz
a tua imagem, à porta.
Volta?

Meus olhos percebem, aos poucos,
a luz se adentrando...
E clareando esta realidade mórbida
Que agonizou tua presença,
cada vez mais...

Mais uma noite...
Uma tarde...
um dia...
E a saudade escorna em mim esta agonia
Embriagada de visões de espectros
Que meus braços buscam abraçar
Enlouquecidos da solidão presente.

Que o dia não sente,
não pressente...
Que a madrugada se faz tão morta
Como eu...
e o dia...
que...

...Amanheceu!

*   *   *   *   *

Tradução por Iraque de Melo

MORNING HAS BROKEN
by Cida Valadares

Morning has broken...and in my tenderness
Succint ... distress!
I took a look around ...
in my bed, and your place is empty.
Where are you?
Why can´t I make the day sleep?

The afternoon most certainly will arrive and will bring you,
and you will get closer to me, again...
back to my arms!

I feel the sweat on my skin
I can feel the fever that drives me wild
My belly moving around
Eager for pleasure, for the tool that lights my fire

At night the daydreaming turns reality into something rather cold, constant thinking...
I did not want...
Yes, I wanted
I did not want

Time goes by wily and listless
And the dawn does not bring your image
to my doorstep
Are you coming back?

My eyes slowly realize
The light getting through...
Lightening up this sickly reality
That killed your presence,
more and more...

One more night...
An afternoon...
A day...
And longing pierces in me this anguish
Made drunk by ghostly visions
Which my arms try to hug
Gone crazy because of my loneliness

Which the day does not feel, does not foresee
That the dawn becomes so dead
Like me...and the morning
that...

... has broken!




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