Ó Mulher das Letras,

Faz-se luz neste mundo pelo processo
De iluminação das trevas, das sombras.
Ora, mas as sombras existem,
As sombras têm exaustiva vida própria.

Sombras vivem do
s próprios seios.

Intensamente amantes,
Loucamente amadas,

Espalhando braços de luz acinzentadas.
Que se introduzem pela cegueira do homem.

Insensatez à luz que somente a palavra traz

A quem não se entrega à triste, própria sorte.

Por outro lado, o sol dita sua luz
Sem que a ele seja dada permissão...


Os fenômenos coabitam entre si às escuras
Numa perpétua aurora surrealista.

Na qual não podemos contactar

Senão como amantes de olhos fechados.


Entregando-nos e garimpando os mistérios do Sol,
Tendo somente lâmpadas nos dedos e nos lábios.

 

 

 

 

 

Vera Pessoa

São Paulo, 08.II.2014
05h

 

Musica de fundo: Carruagem de fogo.

Um filme de Hugh Hudson

 

 

 




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