Andei...
     Andei...
    Andei todos os dias,
à tua procura.
 
Procurei-te no sol da manhã,
no perfume das flores,
no olhar de todos os seres.
No cantar de todos os pássaros,
E no encantar da lua...
Procurei-te
no brilhar da escuridão.
No sonhar de meus sonhos e
em todas as paradas
da estação.
Procurei-te no ceifar dos encantos,
no enfeitiçar dos instintos
na embriaguês das línguas.
No alumiar das velas,
te procurei...
No atormentar das vontades
e no borbulhar do meu sangue.
Nas curvas das montanhas,
e no declínio das estradas.
 
Na minha insensatez,
procurei-te,  em meus braços.
Em meu olhar turvo de poeira
e em  meus desabraços inconformados.
No meu pensamento, já demente...
Te procurei...
 
E, em que estação fiquei, eu não sei.
Talvez tenha me acomodado em minhas próprias malas
expostas pelos caminhos.
Onde deixei, meu andar,
meu canto,
minhas flores, meus abraços, meus sonhos,
minha luz,
minha juventude,
Minha fé, meu coração,
Minha alma... Não sei!
Já não mais me sinto, por fim...
Em tanto procurar-te, meu amor...
Eu  me  perdi de mim!
 

 

 

 




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