Nossos lençóis testemunhavam estrelas.
Muito mais do que sedas e ensejos, cobriram nossos
desejos...
A veia da flor batia num ritmo de coração
e eu quis que tu entendesses, o quanto além fora,
o nosso amor!
Além do leito, arfado peito...
Acariciei a estrela desenhada em tom furta-cor.
O olhar não conteve a saudade que chorou...
E beijei a lembrança dos doces beijos
que por tanto tempo foram o enredo
e o cenário... do nosso amor.

Hoje, há um acalanto de alcova esmaecendo,
O tremor de um corpo desolado...
O luzir de uma vela se esvaindo,
Apagando o tempo, lentamente.

Gotejando a música, nota a nota,
Como aquele aperto que a garganta transporta
Para além do além, numa agonia quase morta
De lembranças, apenas, e por tão bem querê-las e reconhecê-las

Desenhadas de beijos, sedas e estrelas...

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Belo Horizonte

 




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