Ave Maria, mãe de Cristo que se enlutou

tamanha dor...

Ave Marias e não Marias

 que baixaram à terra filhos das batalhas perdidas,

das guerras dos canhões, das guerras enfumaçadas

das guerras das doenças não vencidas,

que lhes deixaram as almas estraçalhadas, enlutadas,

a felicidade adoecida e esta saudade entristecida.

 

Marias e não Marias que choram os filhos

Que gerados em seus ventres voltaram aos ventres da terra fria

Ave Marias e não Marias!

Ave a mim pois esta dor não finda.

Ave Emília, Ave Marias,

Nesta homilia de tantas Marias, Ave Tomásia,

Oro por ti,

Adentre meu peito, ofereço-te como leito

Choro contigo, beijo-te a alma e o coração

Enquanto a Deus... ofereço esta oração.

Ave Marias, expurgas dores vinda de amores

Órfãos e vivos, mortos perdidos

somente erguidos pela oração.

Ave Emília, Ave Eny, Ave a mim, Ave Ciducha, Ave Juliana...

E a dor presente que verga o peito

saudade do filho, saudade da filha...

Ave Marias e não Marias

Ave Mercília!

 

 

Beijos, minha querida Mercilia.

A saudade é parceira e vence, guerreira,

este tempo enlutado em que Marias e não Marias

caminham, lado a lado.

 

 

Belo Horizonte, 2013

 

 

 

 




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