Ainda há tempo,

meus olhos perscrutam o vazio, caminham em

todas as ruas e há sinais que o tempo não apagou.

A gama de lembranças permanece verde e, rasteira como grama,

viceja aos primeiros brilhos do sol aquecendo o orvalho.

Escuta!

Ainda há tempo,

minhas mãos estão desatadas das suas e pedem calor.

Uma lágrima embaça meu olhar, agora

mas há um sorriso que destinei àquela flor.

Que a borboleta namora.

Escuta!

Ainda há tempo,

tantas verdades existem e querem ser ditas.

Meu coração é um rio que deságua amor.

Ele ama, ele venera e não quer

viver, sem ver o viço da primavera.

Escuta!

Ainda há tempo,

E as flores retém o perfume da sua voz.

Desabrocham saudades e embelezam o vaso

no quarto em que te espero.

A cortina esvoaça, e eu, ainda nem vi...

Que sobre a flor, uma alegria enfeita...

e se movimenta naquelas asas

da Borboleta.

 

 

01/09/2010

 




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