Oh! Céu Nordestino...
Tingido do mais puro azul celeste.
Manchado apenas pelas nuvens brancas
cujo vento silencioso se transforma
em monstros abstratos seguidos vôos sinuosos!

Até se dispersarem.
Oh! Céu nordestino...
Que pena que teu sol é assassino.
Sem piedade fere e mata, até desmata,
a casa do Sagüi, e do uirapuru, e tuas nascentes?
Sem uma lâmina d’água o leito agoniza passivamente.
Onde era viveiro de traíra,
agora o jumento espoja-se relinchando medonhamente.
É o inferno aos olhos do inocente catingueiro.
Oh! Céu nordestino...
Oh! Caatinga teimosa, esperando o salseiro...
Trovoadas, relâmpagos, tromba d’água...
Não, que a chuva caia mansamente ao chão,
e se espalhe sobre o quipá.
Ou, alguns pingos d’água para alimentar a terra,
cicatrizar suas rachaduras.
Oh! Catingueiro inocente...
Que olha para o céu do mais puro azul celeste
sem nenhuma nuvem branca para brincar,
porque o monstro agora é real.
Oh! Catingueiro inocente...
Que tira seu chapéu erguendo a cabeça para o céu
em agradecimento a Deus, pois o sol nasceu para todos.
É, o povo nordestino foi privilegiado.

Cada um ganhou seu próprio sol.
É, mas não é tudo que o Catingueiro precisa,
o Catingueiro precisa de uma terra de lauto.
Que produz a manga, o milho, o cajá,

a mandioca e o maracujá.
Oh! Céu nordestino...
Oh! Catingueiro teimoso.





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No ar desde 30/07/2008


 


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