Uma libélula, sem rumo, pousou em meu olhar

reconheci teu sofrimento no adejar das asas.

Como anteras deixaste-me o pólem, quis fecundar

Eu não sou flor, porém... Te quero amar.

 

Lembrei-me, então, das primaveras

De quando vinhas e não vinhas só.

Aconchegante era olhar pelas janelas

Divisar o céu, o mar, a poeira e o pó.

 

Junto a mim, assististe ao monólogo triste

Travado entre paredes solitárias

Senti, então, o que também sentiste

No debulhar de nossas lágrimas, várias.

 

Coração entregue ao voo, rubra saudade...

Quis amar-te mais, por certo até sabias 

Ouve-me, Deus! Penalizo-me nesta cartase que enlouquece.

Sinto, também, que me enlouqueço...

Se imagino que me esqueces.

 

 

01/01/2014

 

 




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