É noite, eu sei.

Para o sono, ainda é dia,

o corpo reclama silente, dormente!

O pensamento viaja, vislumbra a luz de uma estrela e sai,

em completa disparada.

Um unicórnio cede-me as asas e eu te busco,

mata à dentro, alucinando montar teu corpo em pelo.

Juntar-me a ti, também em pelo e, nesta garupa,

partirmos rumo à nossa cavalgada.

Farás de meus seios o suporte a me guiar.

De meus cabelos, as rédeas para te segurares e...

de quando em vez,

apertaras-me o lombo com o chicote carinhoso

de tuas mãos, a me tocar.

 

E, nesta nossa cavalgada,

o céu há de lumiar todos carinhos,

em busca dos trilhos de todos caminhos

que pudermos trilhar.

Pode... Pode calcar em mim, a tua rigidez

E explodir o amor, de tanto amar.

Meus gritos não sufocarei, não!

Sufocados ficarão na densa

mata entre arvoredos de arquejos,

e o desabrochar dos segredos

que nos iremos contar.

 

E, quando então, exaustos desta cavalgada,

olhe em meus olhos e deixe que eu fite os teus.

Talvez eu chore, ou, entreabrindo beijos,

quem sabe eu sorrirei,

Ao adormecer, solitária,

este eterno sonho de cavalgar contigo, amor,

Este secreto desejo que sublimei.

 

 

 




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No ar desde 30/07/2008



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