Já iniciei, mentalmente, inúmeras vezes,
esta apresentação, mas...
confesso que não sabia ser tão difícil falar da gente mesma.

Aliás, não é difícil, é dificílimo.

Mas, vamos lá. Prometo que esta tentativa
não será em vão.

Nasci em uma família linda, embora a vida
nos tenha proporcionado poucos contatos.

Meus pais eram fazendeiros, eu a segunda filha
de uma família de dez filhos.

Aos três anos adoeci (febre reumática) e tive
que abandonar aquele ambiente bucólico
no qual vivia.

Tive que me despedir dos meus bichinhos,
meus canteiros de flores, da vaca Malhada
da qual eu acompanhava a ordenha,
da galinha Pedrita e seus pintinhos,
das árvores que compunham minha estrada
aérea e muito mais.

Vim morar em Belo Horizonte para tratamento.
Minha tia me acolheu e fiquei com ela
dos três aos seis anos.

Após uma tentativa de retornar ao lar,
frustrada tentativa, voltei para Pitangui,
cidade distrito do lugarejo onde morava
e a cidade onde eu nasci.

Amparada por meus pais fui morar com minha
madrinha e passei a ser criada como
filha única dela.

Isto me proporcionou muitas regalias e
muitos ciúmes entre ela e meus pais, também.

Bem... esta parte se encerrou quando
me casei e retornei à Belo Horizonte,
onde estou até hoje.

Minha época estudantil, ainda em Pitangui,
porém, foi um dos melhores acontecimentos
da minha vida.

Embora recebesse educação em casa com professores
diversos, pelo motivo da febre reumática persistir,
freqüentava a melhor escola da cidade.

Profundamente amante de nossa língua,
desde cedo me atrevi a escrever e a lidar muito
de perto com os livros e, conseqüentemente
com a literatura.

Já em Belo Horizonte, a partir de meu casamento
começo outra etapa de vida.

Do meu casamento nasceram meus três filhos,
três maravilhosos filhos.

Eu queria pular este pedaço, aliás, dois pedaços, mas...
não seria mais minha estória.

Perdi o casamento e perdi minha filha,
minha única filha.

Muito me orgulho de ter sabido conduzir o
término do casamento e ter conservado
o amigo, o pai de meus filhos com o respeito
e o carinho que ele merece.

Foi uma seqüência de perdas, então.

Meu filho, desestimulado pela ausência da irmã
não conseguiu permanecer no Brasil
e tivemos que aceitar que ele vivesse
nos Estados Unidos.

E, como uma coisa puxa a outra, meu outro filho,
o mais novo, acabou não resistindo e indo
também, para os Estados Unidos.

Confesso que fiz uma tentativa de viver lá
mas, não consegui.

Laços fortes de família (minha mãe, principalmente)
me fizeram voltar e eu voltei.

Mas... quem é dono do destino?
Fatalmente perdi minha mãe num acidente
de carro. Lamentavelmente ela não morreu só,
um de meus irmãos também morreu.

Queria ter pulado esta parte também.

Superei todas as fases tristes da minha vida,
confesso, e devo isto a presença marcante da
família e de amigos, junto a mim.

Hoje, com o casamento do Jean-Paul,
meu filho, então mais velho, a família aumentou.
 
Ganhei três netos maravilhosos,
Douglas, David e Darah e, ainda,
uma nora por quem sou apaixonada: Léia.

Thiago se casou recentemente e, com certeza,
daqui a pouco teremos mais alegrias.

Agora tenho, também, outra nora
- Sara, minha lindíssima menina.

Esperei, ansiosamente, por fotografias do
casamento de Thiago e Sara.
Queria postá-las mas eles ainda
as estão selecionando.

Serão colocadas, posteriormente,
como também da família de Jean
e de meus netinhos, simplesmente maravilhoooooosos.

Ao longo do site, outras apresentações eu farei,
de amigos que representam para mim,
muito mais que simplesmente amigos.

Nasci no dia 15 de fevereiro, o ano????
Faz tanto tempo que até já me esqueci.

Há certas coisas de que faço questão na vida,
sem as quais acho difícil viver.

Ser boa amiga, companheira.
Querer bem ao próximo (como a mim mesma)
como me ensinou meu mestre Jesus.

Se não posso acrescentar à vida de quem
quer que seja com certeza, não diminuirei.

Darei minha vida por um amigo,
um amor então????

Já vivi muitíssimas desilusões (só eu?)
mas minha forma de ser, minha personalidade,
nada que eu viva irá mudá-la.

O que me fazem de ruim sofro, é certo ,
mas isto não modifica minha forma de ser.
Com isto quero dizer que não sigo o lema
“olho por olho” prefiro receber um tapa
e devolver um abraço.
Mas é preciso que saibamos nos afastar
dos que nos ferem sem precisar ferí-los.

Sou grata a todos aqueles que cruzam meu
caminho pois mesmo que precisem me deixar,
sempre me deixam mais rica de emoções
e de conhecimentos.

Amo a vida, embora seus percalços.

Não sigo uma religião. Sigo Jesus.
Amo tudo que Deus criou: natureza, animais,
plantas, rios... (até as redundâncias...rs)
Amo a música de qualquer ritmo e espécie,
desde que seja boa.

E amo, finalmente, meu mundão de amigos.
É para eles que continuo minha jornada.
É para eles que meus versos nascem, ora tristes,
ora alegres...mas nascem.

Não sei se me deixei transparecer, para vocês,
mas...não se preocupem.
Aos poucos iremos nos conhecendo.

Existem coisas de mim das quais
nem eu mesma sei, ainda.

Espero amá-los sempre e se puderem,
amem-me, também.

Isto, sim, é o que de melhor existe nesta vida.

Ai.............................acabou.

Mereço um abraço.

E me dou.


Cida Valadares





 

 

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