Só, outra vez...prescuto o silêncio

Que  quer vazar...

Soa e cala a noite num adormecer e acordar

Não me contenho com o que não mais tenho 

E enterro meu olhar... no mar.

E  aí chega a poesia, para me acompanhar. 

  de onde veio? Quantas vozes vieram?

Para me questionar?

 vozes silentes golpeando me o peito

Já tão desfeito... dores presentes

E eu, mísero ser, a suportar!

Crivada de amargura, de solidão, sem ternura

Me integro ao meu olhar mergulhado,

Constelado, vitimado

Pelo indecifrável mistério que é sofrer.

Fazemos parte do abismo que assola nossos pés.

Ébrios de tormentas!

 ainda nos deitamos e rolamos ao chão que se fez mistério

Ao orvalho misturam-se minhas lágrimas,

 choradas ao vento, lento... lento! Vento. Lento...

Sinto-me arder a pele

E a febre me alucina...

Será delírio? Meus braços ganham asas e te procuro,

Onde andarás?

Vôo no mais profundo abismo de mim mesma.

E pouso rasgando meu ser.

Cegaram-me os olhos... ardidos de sal e de sol

Miragem sem oásis

Injeto-me e me enclausuro

Só escuridão... solidão

Imensurável dizer...

Volto a adormecer!!!
 




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No ar desde 10/02/2008



 


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