"DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR"
 
Evangelho segundo São Marcos 14, 1-72.15, 1-39

 Faltavam só dois dias para a Páscoa e os Ázimos; os sumos sacerdotes e os doutores da Lei procuravam maneira de capturar Jesus à traição e de o matar.
    É que diziam: «Durante a festa não, para que o povo não se revolte.»
    Jesus encontrava-se em Betânia, na casa de Simão, o leproso. Estando à mesa, chegou uma certa mulher que trazia um frasco de alabastro, com perfume de nardo puro de alto preço; partindo o frasco, derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.
    Alguns, indignados, disseram entre si: «Para quê este desperdício de perfume?
    Podia vender-se por mais de trezentos denários e dar-se o dinheiro aos pobres.» E censuravam-na.
    Mas Jesus disse: «Deixai-a. Porque estais a atormentá-la? Praticou em mim uma boa acção!
    Sempre tereis pobres entre vós e podereis fazer-lhes bem quando quiserdes; mas a mim, nem sempre me tereis.
    Ela fez o que estava ao seu alcance: ungiu antecipadamente o meu corpo para a sepultura.
    Em verdade vos digo: em qualquer parte do mundo onde for proclamado o Evangelho, há-de contar-se também, em sua memória, o que ela fez.»
    Então, Judas Iscariotes, um dos Doze, foi ter com os sumos sacerdotes para lhes entregar Jesus.
    Eles ouviram-no com satisfação e prometeram dar-lhe dinheiro. E Judas espreitava ocasião favorável para o entregar.
    No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava a Páscoa, os discípulos perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?»
    Jesus enviou, então, dois dos seus discípulos e disse: «Ide à cidade e virá ao vosso encontro um homem trazendo um cântaro de água. Segui-o e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda dizer: 'Onde está a sala em que hei-de comer a Páscoa com os meus discípulos?’
    Há-de mostrar-vos uma grande sala no andar de cima, mobilada e toda pronta. Fazei aí os preparativos.»
    Os discípulos partiram e foram à cidade; encontraram tudo como Ele lhes dissera e prepararam a Páscoa.
    Chegada a tarde, Jesus foi com os Doze.
    Estavam à mesa a comer, quando disse: «Em verdade vos digo: um de vós há-de entregar-me, um que come comigo.»
    Começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: «Porventura sou eu?»
    Jesus respondeu-lhes: «É um dos Doze, aquele que mete comigo a mão no prato.
    Na verdade, o Filho do Homem segue o seu caminho, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue! Melhor fora a esse homem não ter nascido!»
    Enquanto comiam, tomou um pão e, depois de pronunciar a bênção, partiu-o e entregou-o aos discípulos dizendo: «Tomai: isto é o meu corpo.»
    Depois, tomou o cálice, deu graças e entregou-lho. Todos beberam dele.
    E Ele disse-lhes: «Isto é o meu sangue da aliança, que vai ser derramado por todos.
    Em verdade vos digo: não voltarei a beber do fruto da videira até ao dia em que o beba, novo, no Reino de Deus.»
    Após o canto dos salmos, saíram para o Monte das Oliveiras.
    Jesus disse-lhes: «Todos ides aban-donar-me, pois está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas hão-de dispersar-se.
    Mas, depois de Eu ressuscitar, hei-de preceder-vos a caminho da Galileia.»
    Pedro disse: «Mesmo que todos venham a abandonar-te, eu não.»
    E Jesus disse: «Em verdade te digo, que hoje, esta noite, antes de o galo cantar duas vezes, tu me terás negado três vezes.»
    Mas ele insistia com mais ardor: «Mesmo que tenha de morrer contigo, não te negarei.» E todos afirmaram o mesmo.
    Chegaram a uma propriedade chamada Getsémani, e Jesus disse aos discípulos: «Ficai aqui enquanto Eu vou orar.»
    Tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-se.
    E disse-lhes: «A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai.»
    Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se possível, passasse dele aquela hora.
    E dizia: «Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres.»
    Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir e disse a Pedro: «Simão, dormes? Nem uma hora pudeste vigiar!
    Vigiai e orai, para não cederdes à tentação; o espírito está cheio de ardor, mas a carne é débil.»
    Retirou-se de novo e orou, dizendo as mesmas palavras.
    E, voltando de novo, encontrou-os a dormir, pois os seus olhos estavam pesados; e não sabiam que responder-lhe.
    Voltou pela terceira vez e disse-lhes: «Dormi agora e descansai! Pois bem, chegou a hora. Eis que o Filho do     Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
    Levantai-vos! Vamos! Eis que chega o que me vai entregar.»
    E logo, ainda Ele estava a falar, chegou Judas, um dos Doze, e, com ele, muito povo com espadas e varapaus, da parte dos sumos sacerdotes, dos doutores da Lei e dos anciãos.
    Ora, o que o ia entregar tinha-lhes dado este sinal: «Aquele que eu beijar é esse mesmo; prendei-o e levai-o bem guardado.»
    Mal chegou, aproximou-se de Jesus, dizendo: «Mestre!»; e beijou-o.
    Os outros deitaram-lhe as mãos e prenderam-no.
    Então, um dos que estavam presentes, puxando da espada, feriu o criado do Sumo Sacerdote e cortou-lhe uma orelha.
    E tomando a palavra, Jesus disse-lhes: «Como se eu fosse um salteador, viestes com espadas e varapaus para me prender!
    Estava todos os dias junto de vós, no templo, a ensinar, e não me prendestes; mas é para se cumprirem as Escrituras.»
    Então, os discípulos, deixando-o, fugiram todos.
    Um certo jovem, que o seguia envolto apenas num lençol, foi preso; mas ele, deixando o lençol, fugiu nu.
    Conduziram Jesus a casa do Sumo Sacerdote, onde se juntaram todos os sumos sacerdotes, os anciãos e os doutores da Lei.
    E Pedro tinha-o seguido de longe até dentro do palácio do Sumo Sacerdote, onde se sentou com os guardas a aquecer-se ao lume.
    Ora os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus a fim de lhe dar a morte, mas não o encontravam; de fato, muitos testemunharam falsamente contra Ele, mas os testemunhos não eram coincidentes.
    E alguns ergueram-se e proferiram contra Ele este falso testemunho:
    «Ouvimo-lo dizer: 'Demolirei este templo construído pela mão dos homens e, em três dias, edificarei outro que não será feito pela mão dos homens.’»
    Mas nem assim o depoimento deles concordava.
    Então, o Sumo Sacerdote ergueu-se no meio da assembleia e interrogou Jesus: «Não respondes nada ao que estes testemunham contra ti?»
    Mas Ele continuava em silêncio e nada respondia. O Sumo Sacerdote voltou a interrogá-lo: «És Tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?»
    Jesus respondeu: «Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Poder e vir sobre as nuvens do céu.»
    O Sumo Sacerdote rasgou, então, as suas vestes e disse: «Que necessidade temos ainda de testemunhas?
    Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?» E todos sentenciavam que Ele era réu de morte.
    Depois, alguns começaram a cuspir-lhe, a cobrir-lhe o rosto com um véu e, batendo-lhe, a dizer: «Profetiza!»     E os guardas davam-lhe bofetadas.
    Estando Pedro em baixo, no pátio, chegou uma das criadas do Sumo Sacerdote
e, vendo Pedro a aquecer-se, fixou nele o olhar e disse-lhe: «Tu também estavas com Jesus, o Nazareno.»
    Mas ele negou, dizendo: «Não sei nem entendo o que dizes.» Depois, saiu para o átrio e um galo cantou.
    A criada, vendo-o de novo, começou a dizer aos que ali estavam: «Este é um deles.»
    Mas ele negou outra vez. Pouco depois, os presentes disseram de novo a Pedro: «Com certeza que és um deles, pois também és galileu.»
    Ele começou, então, a dizer imprecações e a jurar: «Não conheço esse homem de quem falais!»
    E logo cantou o galo pela segunda vez. Pedro recordou-se, então, das palavras de Jesus: «Antes de o galo cantar duas vezes, tu me terás negado três vezes.» E desatou a chorar.
    Logo de manhã, os sumos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciãos e os doutores da Lei e todo o Sinédrio; e, tendo manietado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos.
    Perguntou-lhe Pilatos: «És Tu o rei dos Judeus?» Jesus respondeu-lhe: «Tu o dizes.»
    Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.
    Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: «Não respondes nada? Vê de quantas coisas és acusado!»
    Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos estava estupefato.
    Ora, em cada festa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso que eles pedissem.
    Havia um, chamado Barrabás, preso com os insurrectos que tinham cometido um assassínio durante a revolta.
    A multidão chegou e começou a pedir-lhe o que ele costumava conceder.
    Pilatos, respondendo, disse: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?»
    Porque sabia que era por inveja que os sumos sacerdotes o tinham entregado.
    Os sumos sacerdotes, porém, instigaram a multidão a pedir que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
    Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: «Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?»
    Eles gritaram novamente: «Crucifica-o!»
    Pilatos insistiu: «Que fez Ele de mal?» Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-o!»
    Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
    Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a coorte.
    Revestiram-no de um manto de púrpura e puseram-lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido.
    Depois, começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!»
    Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam sobre Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.
    Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes. Levaram-no, então, para o crucificar.
    Para lhe levar a cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um tal Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo.
    E conduziram-no ao lugar do Gólgota, que quer dizer 'lugar do Crânio’.
    Queriam dar-lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não quis beber.
    Depois, crucificaram-no e repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para ver o que cabia a cada um.
    Eram umas nove horas da manhã, quando o crucificaram.
    Na inscrição com a condenação, lia-se: «O rei dos judeus.»
    Com Ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e o outro à sua esquerda.
    Deste modo, cumpriu-se a passagem da Escritura que diz: Foi contado entre os malfeitores.
    Os que passavam injuriavam-no e, abanando a cabeça, diziam: «Olha o que destrói o templo e o reconstrói em três dias!
    Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!»
    Da mesma forma, os sumos sacerdotes e os doutores da Lei troçavam dele entre si: «Salvou os outros mas não pode salvar-se a si mesmo!
    O Messias, o Rei de Israel! Desça agora da cruz para nós vermos e acreditarmos!» Até os que estavam crucificados com Ele o injuriavam.
    Ao chegar o meio-dia, fez-se trevas por toda a terra, até às três da tarde.
    E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: «Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?
    Ao ouvi-lo, alguns que estavam ali disseram: «Está a chamar por Elias!»
    Um deles correu a embeber uma esponja em vinagre, pô-la numa cana e deu-lhe de beber, dizendo:                     «Esperemos, a ver se Elias vem tirá-lo dali.»
    Mas Jesus, com um grito forte, expirou. [silêncio para reflexão individual: lembrando que "TUDO ISSO", por Amor a nós...]
    E o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo.
    O centurião que estava em frente dele, ao vê-lo expirar daquela maneira, disse: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!»
 
 
Particularmente agradeço a todo Grupo pelas orações pelo meu restabelecimento, graças a Deus estou bem, não posso abusar muito, senão Dr. Paulo me prende de novo...rsrsrs...Obrigadão gente amiga e querida. Deus abençoe a cada um com seu Amor Misericordioso. E fica meu agradecimento ao meu querido amigo e irmão de caminhada que nestes dias este a frente do trabalho de levar a você amigo A PALAVRA DE VIDA DO AMOR DE DEUS POR NÓS...
Abração e orações.

 

 




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No ar desde 30/07/2008



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