Não, não sou só eu que me procuro tanto.

Perdida, sem saber por que canto ir.

Acabo por ultrapassar esta dor medida

à ferro e fogo, sublimada em mim.

 

Sou a noite sem estrelas, no firmamento,

eclipse total de sentimento

A sequidão do solo que abre as valas

e sepulta as ondas das praias e dos mares.

 

Sou o fundo da gaveta remexida

a estrada, a rua sem saída,

vendaval de poemas interminados,

Levados ao infinito da saudade.

 

Sou o coração que chora apaixonado

E, embora tudo, não se vê assim...

Como um sem dono, abandonado

Porquanto não existe no Eu Sem Mim.

 

 

 

 




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