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Quando a chuva vem caindo, fina,
Espalhando sobre o céu, um manto sem cor.
Eu me vejo acanhada, sonhando como menina,
Em ter-te aqui, para falar-te do meu amor.
A noite reflete no mar, o infinito
E as ondas se sobrepõem, sem temor.
Eu me pego imaginando vivendo contigo
o mais bonito, sincero e o mais querido amor.
E chega o vento, o açoite a tempestade
Que a tudo verga - o meu pensar, sentir,
o meu querer...
E, de tanto amar-te, de sonhar, acordo...
Percebendo que sonhava, sem poder.
Náufraga das minhas lágrimas,
do meu penar, da minha dor...
Enfrento a realidade que é o presente.
Ficamos no passado, meu amor,
De que me adianta amar-te tanto...
Se acabou?
Belo Horizonte, outubro/2009
Declamação na voz de Astir
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