Rita, minha querida mãe

 

 

 

 

Existe uma lembrança aqui, agora.

Um olhar perdido, voltado ao infinito.

Um buscar sem rumo, sem limite, sem hora...

Uma saudade que rói, minha mãe,

enquanto a tua foto, eu fito.

 

Existe um esperar que não chega nunca.

Uma vontade infinda de te deitar em meu peito

E, assim, minha mãe, meio sem jeito,

Enquanto a madrugada me adentra à fresta

Eu te adormeço, minha mãe,

Para amanhã, te acordar em festa.

 

Existe, porém, e como é triste, mas existe.

A certeza de que não mais virás...

Então... eu te embrulho um presente

adornado com meus beijos.

E, entre tantos, e muito mais arquejos...

Te entregarei, quando aí chegar.

 

Enquanto isto, minha mãe, amada.

Por favor, não veja, o pranto que rola em minha face, agora.

Não veja o quanto meu coração,

num canto qualquer se encolhe.

Enquanto meu olhar, num certo desatino...

Olha o céu...e reconhece triste...

Que tu te foste mas deixaste aqui

Esta tristeza que não se divide

E, por si só, em cada um de teus filhos

Existe!

05/12/2011

 

 

Onde quer que você esteja, Parabéns, minha mãe.

Saudadeeeeeeeeeeeeeeeeee.

 

 

As mãos de minha mãe cuidam de mim...

Cida Valadares

 

 



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