Em recordar, sinto que minha veia talhou o sangue

Quais borbulhas atrozes, feridas de saudades

Contidas em lágrimas débeis e exangues

Dedilhadas em acordes ao som das tempestades.

 

Dilatam-me os poros que tremem frio, a solidão

Que se aconchega como um funil, tornando-se disforme.

Quanto mais tento entender sinto que um ladrão

Subtrai-me a vida, por mais que eu me conforme.

 

Em recordar, minhas saudades pingam assim, dolentes.

E brotam dores como solfejos silenciosos

Bulindo cicatrizes, ainda tão doentes.

 

Em recordar acordo o abandono do amor que foi amado

E, como espinhos jazem sós, e o peito corrói

Explodindo a dor que faz doer, e dói.

 




Clique Aqui e Envie
Para Seus Amigos

   


 


 


No ar desde 30/07/2008



Deixe um recadinho no meu livro de visitas


| Home | Menu | Fale Comigo | Voltar |


Página melhor visualizada  em Internet Explorer 4.0 ou Superior: 800 X 600
Copyright© Arte & Poesia - 2008 - Todos os Direitos Reservados