Deus deu-me muitas experiências que me ajudam a buscar, a definir e a refinar meu caráter, procurando moldá-lo cada vez mais de conformidade ao caráter de Jesus Cristo. Muitas dessas experiências foram bem duras, mas também tem havido momentos de alegria e refrigério. Quer tenha a experiência sido de prazer quer de dor, lucrei mais com ela e busco crescer mais, sendo mais receptivo ao ensinamento de Deus e confiando em Sua bondade e misericórdia.

 

Continuando minha peregrinação como pessoa cristã, descubro, no dia-a-dia, que cada ato de serviço e testemunho ao Senhor Jesus será, afinal de contas, ou um poço de abastecimento para o meu próprio Eu, ou um “caminho sobremodo excelente” de viver para Deus. “Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons” (I Coríntios 12:13). “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor” (I Coríntios 13:31).

 

Provavelmente, não há problema emocional mais comum a todos do que a luta pela autoestima. O que precisamos continuamente apreender é que a autoestima e o perdão a nós mesmos jamais serão encontrados fora do amor de Jesus. Não somos perdoados e valorizados porque podemos e temos energia para prestar um grande serviço a Deus, ou alcançamos aplausos dos homens. Temos valor tão somente porque Deus nos amou o bastante para enviar seu Filho Jesus Cristo a fim de morrer por nós na cruz. Lendo o livro de John Stott, A verdade do Evangelho, encontrei uns poemas que se tornaram hinos, e um deles nos diz:

 

 

“Nada em minhas mãos eu trago,
Só a tua cruz me apego, ó Senhor.
Desamparado, busco a tua graça;
Despido, veste-me por teu amor;
Imundo, a tua fonte buscarei -
Lava-me, ó Salvador, ou morrerei.”
(Augustus M. Toplady, 1740-78)

 

 

Deus nos amou quando não tínhamos nenhum valor. Seu amor incondicional deu-nos valor, significado e paz. Esse mesmo Deus está nos dias de hoje, ao nosso lado,curando-nos, restaurando-nos, capacitando-nos a viver de maneira a mostrar Seu amor e perdão incondicional a nós mesmos e ao mundo ferido e moribundo.

 

Pela morte de Jesus Cristo por nós, fomos e somos perdoados. Esse belíssimo acontecimento sozinho é a razão pela qual podemos perdoar a nós mesmos. E esse fato requer que sejamos compassivos, clementes e longânimos à semelhança de Jesus, perdoando-nos e perdoando uns aos outros.

 

 

“Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado (...)” (Êxodo 34: 6-7).

 

 

"Devemos ter a coragem da fé e não ser levados pela mentalidade que diz: ‘Deus não é necessário, não é importante para você’. É exatamente o contrário, só nos comportando como filhos de Deus, sem nos desencorajarmos por nossas quedas, sentindo-nos amados por Ele, a nossa vida será nova, animada pela serenidade e alegria. Deus é nossa força, é a nossa esperança.” (Papa Francisco, 10 de abril de 2013).

 

Em 2005, o Reverendo Abival Pires da Silveira, ao encerrar seu texto intitulado Só a Cruz não Basta... (extraído do livro recém lançado De Geração em Geração, p. 230),nos afirma: "Não há só o Cristo do Tabor e da entrada triunfal em Jerusalém. Há também o Cristo do Calvário e da Paixão. Só Ele pode conduzir-nos à Ressurreição e à Vida.”

 

 

 

 

 

 

São Paulo, 17.IV.2014
02h46m

Magnificat de Bach

 




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