Aqui dentro é tudo escuro mas, pode se ver com grande clareza.
A água é límpida e sem turbulências. Não há guerras,

não há fome, não há inveja, egoísmo, nem submissão.
Antes, sim, uma relação perfeita.
...Paz é a palavra de ordem, respeito mútuo é o lema.
A vida eclode a cada segundo: os sonhos ganham alturas,

a mente é livre e o corpo é puro.


Os movimentos são doces e leves,

em perfeita harmonia de um para com o outro.
O fruto caminha seguro para a maturidade plena.
O conjunto é perfeito, do Criador para a cria, ou da cria para o Criador.
Não se sabe, ao certo, o momento exato do começo e

nem do seu desfecho, mas esse momento chega seguro.
O desenlace é tão natural quanto à ligação de antes.

O cordão se rompe e deixa a vida de cada lado,

em cada extremidade sua, a pulsar.


O choro... é emoção pura, é cheiro de vida.
O riso é franco, a carícia é única.
A mão que afaga é só emoção o canto da voz embala e

acalma o choro que quer se esboçar.
No silêncio interior é proclamada em alta voz, a maternidade.


Mãe foi de você que recebi as primeiras vibrações, o primeiro sobressalto, a primeira sensação de luz e segurança.
Foi em você que escondi meus primeiros medos e

para você esbocei meu primeiro sorriso.
Foi em você que dei meu primeiro pontapé,

minha primeira espreguiçada,

minhas primeiras investidas para atingir o exterior.
Foi para você que trouxe a indisposição, o corpo pesado,

o cansaço fácil e, muitas vezes, a discriminação pela sociedade.
Foi de você que roubei o sono, agitei o coração e

provoquei tantas lágrimas de sofrimento.
Foi você que me ofereceu o seio, sem reservas,

bem alimentada estava, ou não.

Que trocou-me a roupa suja e pegou firme a minha mão a

direcionar meus primeiros passos.
Foi você que socorreu-me pronta à primeira queda,

cuidou-me a ferida e velou meu sono agitado pela febre.
Foi você que juntou-me as mãos para uma primeira e serena oração.


Mãe... Mãe do pequenino e do grande,

que aceita o travesso e compreende o imaturo.


Mãe... não sei bem a que chamá-la... artista ou a obra prima.


Mãe... mulher por inteiro,

o mistério da vida a tocar seu ventre fecundo.


Mãe... sopro divino a roçar nosso rosto e a nos tornar

eternamente crianças e filhos.


Mãe, terra fértil a semear a prosperidade.


Tomara lá do alto, Deus esteja a ver um pouco

de Maria na Mãe forte e feliz, na mãe legítima e, muito mais especialmente, naquela mãe cujo filho não gerou.


Tomara que Ele dê forças à mãe que não pode mais abraçar

seu filho nem ouvi-lo mais chamá-la... Mãe!

 

Tomara, Ele dê forças ao filho que, também,

não pode mais abraçar sua mãe e ouvi-la,

docemente, responder... Filho!

 

E tomara que Ele perdoe... perdoe...perdoe...

àquela que se negou a ser mãe...um dia!

 

 




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No ar desde 30/07/2008



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