
Ah! minha mãe, porque te foste embora?
Deixando-me no peito o coração que chora,
Este som, tão latente na memória...
Mas meu ouvido ...não ouve mais a tua estória .
Ah! minha mãe, onde colocar minha cabeça agora?
Se é no teu colo que ela ainda mora mas...
O teu colo não está aqui.
E te procuro, em cada cômodo da minha casa,
Às vezes grito : onde estás mãezinha
Sonhando ouvir-te responder
Estou aqui... Lindinha.
Lindinha... era como chamava a tua filha.
E eu dizia...Que bobagem, Mãe!
Todo filho é lindo e toda mãe...Rainha!
Mas tu te foste, minha mãe num dia triste.
E deixaste-me, aqui na mais completa solidão.
E hoje, relembrar-te venho, em meus versos,
minha rainha.
Por mais que o tempo passe, não te esquecerei, mãezinha.
E hei de chorar-te até que me vá também.
E que me possam ir todos da memória, um dia...
Lembrando Cecília que em teus versos disse:
Mãe não devia morrer...
Sim, não devia!
Nem filho, Cecília,
nem filho.
Sabia?

04/11/08
Obs: referência a Cecília Meireles.

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