Abri as cortinas... O sol não entrou.
Não há luz que ilumine o futuro,

nem o hoje que começou.
O telefone, estático, mais lembra um objeto de decoração.
Sequer uma fala, sequer um alô!
A campainha não tocou, a porta não se abriu...
É um olhar diferente, dos olhos meus.
É uma realidade, vestida de adeus.
Um recordar tão frequente de uma saudade doente...
É um entender que não há mais nada.
Nem poderá, jamais, haver.
O sofrimento abafo... o coração sossegou.
A alma de tão estragada, se resguardou.
Rasgadas promessas... Quanta ilusão!
Agora,  passada a hora e todos os tormentos.
Sinto que estou mais aliviada...
Tudo acabou.
Como o vento açoita... O trovão relampeja...
As estrelas são mortas, a chuva secou.
De ti, em mim, percebo...
Não há mais nada.
Reduziste-te a pó.
Traduziste tão mal o teu sentimento.
Que revendo o livro que juntos escrevemos...
Percebo, apenas, que as minhas páginas  ficaram e ficarão na memória
  de uma história que só eu vivi.
Personagem irreal foi o teu papel
Espalhaste engano, mentira e nunca soubeste assumir um papel relevante.
Por isto, errante serás em tua solidão.
Amor igual ao que perdeu... jamais terás.
E, mesmo que lamentes, é possível que eu continue sendo a tua amada.
Para ti, somente, porque  para mim nada mais és do que...
UMA PÁGINA VIRADA.

 

 

 

Formatação base de Maria Elena Rocafort

 




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