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Não, não
haverão de ser apenas estórias...
as minhas memórias.
Pensativas lembranças hão de roçar as tuas
saudades,
arrebatadas pelo silente caminho das lágrimas,
e refletidas, em qualquer estação.
E te darás conta do quanto foi inglória esta tua
trajetória de andares só.
Como um carrossel minha imagem circulará, sem
que precises espelho...
E cuidarás de procurar-me, como ondas que,
calmamente, se arrebatam, mas não arrebanham
a solidão.
O frio, silente e inocente percorrerá tuas veias
e te agitarás no leito, sonhando um abraço
terno.
Estarei presente em toda tua vida,
desde o olhar matreiro ao sorriso brejeiro...
Desde o carinho fraterno que acordou,
tantas vezes, meu instinto materno em
proteger-te, em feliz querer-te.
Teu olhar alcançará a plenitude da saudade e,
embaçado pelo peso do tempo galgarás um
caminho de volta, apenas uma tentativa...
em busca de mim.
E, como eco, ouvirás o estalar de minha voz no
mais recôndito silêncio!
E verás, ainda, meu sorriso desenhando um adeus,
meigo e final.
Triste e fatal!
Como cicatriz perceberás, em ritmo de saudade,
Que permaneci na tua estória, como o derradeiro
amor,
a pétala ressequida de uma flor...
Sentirás um lânguido perfume na página que
virou.
E... quanto mais carinhosa for esta angústia
de viver esta paixão (até quando...) provisória?
Mais, ainda, haverei de tornar eternos...
Estes doces momentos da nossa história!
Cida Valadares
31/03/2009
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