Geraste em meu peito
Um amor que não pedi
E foste injetando em minh’alma
Ternura, confiança
Palavras doces
E assim foi que renasci.

E junto a ti trilhei novos caminhos
Agigantei meus passos
Ganhei horizontes.
Pobre de mim...
Pobre de ti...
Ninguém sabia
Que ventos fortes viriam
Como vieram
E não sei como
Te fostes de mim

Hoje, peregrina de meus olhos.
Encharcados de saudades
Sou andarilha desta estrada
Que tão somente me leva
A lugar nenhum

Canto meus ais que não se entoam...
Nem mesmo ecoam
A não ser dentro de mim
Despida de alegrias
Vou andando
Quem sabe um dia
Tu possas entender
Que pelo quanto te amei
Acalentei
Em meu peito,
Como jóia rara
De inestimável valor
Somente o que ficou...
Deste amor:
Preciosa dor!








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