Sem saber porquê, vim ao mundo onde sou...
Mas, se desconheço a razão, não duvido nada
que há uma estrela no horizonte que me coube
e me indica o caminho com luz grada.
Meu olhar no céu dela soube!

 

Na existência terrena, uma missão cumpri:
dediquei-me ao estudo acima de tudo;
no mercado encontrado foi o que mais sofri
e por isso desisti para semear novo fruto,
e colhê-lo para ti...

 

Assim, desbravei o mato na sorte que tive
pus-lhe fogo, cavei, arroteei e semeei...
Custou-me o suor da cara no esforço da lide,
o tojo e as silvas feriram fora da lei!
E então a voz implorou.

 

Implorou ao Deus meu que não me abandonasse,
que merecesse piedade por tanta inclemência!
E não desisti, não, embora me custasse!
Moralizei-me na verdade duma Ciência:
A Ética que me bastasse!

 

Houve um momento, em que tombei em campo bravo,
e sangrei os meus joelhos, como um Cristo novo,
e pensei que meu gólgota tornar-se-ia uma cravo
a suavizar o choro de todo o povo;
mas, foi som perdido e cavo!

 

Ajoelhado no chão místico do meu sangue,
vi então que o milagre é possível nas sementes
futurecidas co'o amor que a Terra tange,
e que, com alegria, se finda o ranger de dentes!
É a treva, agora, que range!

 

 

 

 

15.10.2003

 

 




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