Estou só por dentro e por fora,
Neste futuro que chegou tão depressa...
Minh’ alma ainda ri, ainda chora,
O tempo da infância que começa

 

Nas lembranças da criança que sou agora;
E toda a memória em fio de amor se teça.
Recordo o silêncio bondoso, na aurora
Dos teus olhos, para que a infância permaneça.

 

Tão real tão dolorosa esta tristeza lerda.
Deixaste-me as tuas mãos para que as afagasse,
Quando a saudade me lembrar a tua perda.

 

Partiste mas a casa não ficou desabitada;
Órfão, fiquei de ti não das palavras onde nasce
O poema onde te trago sempre lembrada.

 

 

 

 

Aveiro, 3.1.2013
Publicado no Diário de Aveiro

 

 

 




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