Tenho medo de, ao acordar, embalar meu sonho

e ele dormir!

Dormir seus carinhos, seus abraços,

seus beijos,

sua presença.

 

Tenho medo de, ao sentir saudades

entristecer sua lembrança  e ela se retrair!

E numa dança frenética de meus devaneios

torná-la ébria, difusa de mim.

 

Tenho medo de, ao procurar por você

cegar-lhe a visão com as nuances fortes de meu olhar.

Tenho medo, então, de que se engane de braços e de

abraços.

Se perca entre beijos, em outras bocas, outros segredos

E de que nunca mais me encontre...

 

Tenho medo...

Enfim... de que tudo tenha sido um engano ledo,

 gravado na lápide do esquecimento:

 

- Para este amor... não houve segredo,

Não houve coragem!

- Não houve luta... não houve tempo...

Por isto... aqui jaz, tão cedo

Um amor que teve tudo de lindo,

Que até... poderia ter sido infindo

E não algoz de tanto segredo

Vitimado, enfim... apenas... pelo MEDO!

 

 

Belo Horizonte 23/12/08

01:36h

 

 




Clique Aqui e Envie
Para Seus Amigos

   


 


 


No ar desde 30/07/2008



Deixe um recadinho no meu livro de visitas


| Home | Menu | Fale Comigo | Voltar |


Página melhor visualizada  em Internet Explorer 4.0 ou Superior: 800 X 600
Copyright© Arte & Poesia - 2008 - Todos os Direitos Reservados