A saudade dedilha minhas lembranças, docemente,

E as olha com olhar de... como vai?

As lembranças, cerrando os olhos, lentamente,

Suspiram e juntas respondem somente... ai!

 

Meu peito se infla de amarguras,

Em recônditos lugares, escondidas,

Talvez, camufladas pelo sentimento.

Que surge e acorda... uma ternura antiga!

 

E escancaro a dor da ausência que mitiga

Cobrindo a esperança que nem se sabe mais se tem

Este meu coração que sofre e que precisa

Só mais um pouco... Um pouco mais...

De uma Ternura Antiga!

 

 

 

 

 

 

Depois de tudo que hoje aconteceu

A saudade é que me dedilhou

Mexeu minhas lembranças, devagar,

De olhos abertos, mas nem vi o tempo passar.

 

O peito incerto, tudo perto, longe se vai!

Vai-se a ternura e fica a amargura,

Essa secura agreste, que não molha,

Essa dureza tão inconteste,

Que não ouve sequer um ai!

 

Escancaro a dor sem jeito, não há cantiga,

Que a esperança esverdeie,

Não canto mais aquela canção antiga,

Eu tenho medo que o coração esperneie.

 

 




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