Ah, meu amor, é na penumbra,

que a minha mão passeia, tão carente...

Busca no passado o teu sorriso ausente,

o teu abraço, aconchego do meu corpo, em solidão!

 

E os meus olhos, mergulhados em quimeras,

Já não suportam mais trilhar tantas esperas, nesta

carência ensandecida, do meu coração...

 

Eu só queria olhar-te uma vez mais,

e no tremular da vela do candelabro,

Hipnotizar-me enquanto toco o teu retrato,

tateando teus traços, docemente...

 

Esquecer a dor que engravidou-me o peito,

Que me sufoca e cresce de solidão meu leito,

convulsionando meu corpo de... desejo.

Este desejo que sopra e arde, qual fornalha,

atiçando o fogo na mortalha com que me dispo,

esperando o corpo teu...

 

E para não sentir mais, nenhum maltrato,

Adormeço, acariciando entre mil beijos...

A doce imagem, que me restou de ti:

 

O Teu Retrato!

 

 

  

06/06/09

Belo Horizonte

 




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